segunda-feira, 3 de julho de 2017

327 - Orquídea: Gomesa riograndensis

“Em 1926, foi descrito, por Schlechter, Oncidium albinoi, que consideramos sinonímia, aceitando a proposta de Americo Docha Neto, Dalton Holland Baptista e Patricia Harding (2011). Também é sua sinonímia Oncidium pabstii, descrito em 1998 por Campacci e Espejo, variedade encontrada na região Sudeste do Brasil”. 
“Com a revisão de Chase e Williams (2009), o nome aceito pelo Royal Botanic Gardens hoje é Gomesa riograndensis (Cogn.) M. W. Chase & N. H. Williams, mas seguindo a Lista de Espécies da Flora Brasileira publicada pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro, seguimos tratando a espécie como Baptistonia rio-grandense”.
“Sua ocorrência inclui os Estados do Sudeste e Sul do Brasil, bem como Argentina e Paraguai; floresce no verão”.
“A planta é epífita, com até 30 cm de altura, com crescimento entouceirado e ereto. O rizoma é curto, fazendo os pseudobulbos se apresentarem muito aglomerados. São fusiformes e alongados, forma que lhes deu o conhecido apelido de ‘charutinhos’. Verde-escuros e bifoliados, têm tamanho entre 6 e 10 cm de comprimento. As folhas são lustrosas e coriáceas, com até 18 cm de comprimento por até 5 cm de largura. A inflorescência é lateral e paniculada, com muitas ramificações; surge na base dos pseudobulbos e forma um cacho pendente, dificilmente passando de 30 cm de comprimento (...)”. 
(...) 
“O nome ‘riograndense’ é referência ao local onde foi encontrado o typus, o Estado do Rio Grande do Sul (...)[i].

Observação endógena: propositadamente esta orquídea foi adquirida com uma haste floral em desenvolvimento; esperei apenas algumas semanas para poder registrar as flores (algumas semanas porque antes de vingarem), alguns botões murcharam apressadamente antes de abrirem em flor. Tem se comportado bem e já produz um novo pseudobulbo após a floração, haja vista estar aproveitando o inverno brasileiro e abundantes chuvas aqui na região Nordeste.

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